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Caminhar pelo leito de um rio é se sentir a própria
água. Saindo do fuga, a trilha da usina velha entra pelo sulco
cavado em pura rocha pela erosão da água durante milhões
de anos; um fio d’água corre no fundo e forma verdadeiras
piscinas naturais e pequenas cachoeiras.
Tocas abrigam os seixos que as escavaram na vastidão do tempo.
O cenário impressiona não só pela beleza mas porque
imprime a sensação de exploração de um lugar
totalmente desconhecido, com a rocha retorcida um tom avermelhado, alienígena.

Fuga, início da trilha.

Durante quase todo o percurso acontece sobre
pedras.

Momento da passagem na mata.
Passando de uma margem, a outra todo tempo, surge uma praia
paradisíaca. Daí então a trilha passa por ilhotas,
corredores de pedra e entra pela mata atlântica desembocando num
grande poço, profundo. A solução é entrar
na tirolesa e ganhar a outra margem.
Neste ponto estão as ruínas de uma antiga usina hidrelétrica,
por isso o nome usina velha que hoje passa por um processo de restauração.

Areão, meio da trilha, ótimo
para um bom banho.

Ruínas da Antiga Usina.

Início do Túnel, subida emocionante.
Continuando a trilha entra por um túnel de 2.20
metros de diâmetro revestido de ferro com seus aproximadamente 100
metros, que sobe ate as comportas da antiga barragem.
Após percorrer as muralhas que desviavam o rio formando a represa
do paradouro, contorna-se um grande jequitibá, que no começo
do século já emprestava sua sombra para os pick-nik das
famílias cacondenses até chegar um trecho repleto de piscinas
e cachoeiras. Aí o banho é obrigatório, e a diversão
com saltos e mergulhos são inevitáveis.

Paredão, que servia de barragem para
a Usina Velha.

Piscinas naturais, água fresca e cristalina.

Tirolesa, termina com refrescante banho.
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